Robótica conquista pré-adolescentes da JE

ESCOLA FRANCISCANA IMACULADA CONCEIÃÃO
Robótica conquista pré-adolescentes da JE
Estudantes fazem montagem e programação de robôs e, com isso, evoluem no raciocínio

“O ensino tem que ser acompanhado de uma metodologia ativa, capaz de aguçar, desafiar e despertar a aprendizagem ao propor que os alunos saiam da passividade e assumam o centro do processo de aprendizagem”. A fala de Débora Garofalo, colunista de Tecnologia para o site da NOVA ESCOLA - vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Top 10 no Prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação - ilustra o que as aulas de robótica na Jornada Estendida (JE) pretendem.

O programa “Jornada Z de educação tecnológica” acontece em parceria com  a ZOOM Education e trata-se de material que trabalha educação tecnológica. LEGO é um recurso já utilizado e robótica é um termo usado mais comercialmente, porque utiliza a programação dos robôs - construídos com peças Lego - para que cumpram tarefas comandadas.

“Ao desenvolver as aulas do Jornada Z, os alunos terão desafios desde o pensamento computacional, uso de conceitos de programação e automação até resoluções de situações-problema. O desenvolvimento do raciocínio lógico se dá, com o amplo uso das tecnologias e das atividades em grupo, as quais eles terão que resolver e desenvolver em equipe”, explica Daniela Oliveira, coordenadora pedagógica da ZOOM Education, franquia MS/GO.

A principal característica desse programa é um equilíbrio entre propostas estruturadas e o uso adequado de situações-problema, de livre resolução. Os desafios são cuidadosamente elaborados e integrados por um contexto sistêmico e significativo, colocando à prova conhecimentos prévios e habilidades desenvolvidas em etapas anteriores. A professora Eliane Alves Vilar, mediadora junto aos alunos, tem percebido os resultados na prática: “O crescimento dos alunos se dá por meio do raciocínio. Eles alcançam rapidez e facilidade em qualquer desafio da robótica. São eles que põem a mão na massa, eu estou aqui para esclarecer e acompanhar”, observa.

Pré-adolescentes que frequentam a jornada há bastante tempo, ou recentemente, são unânimes num ponto: assim, ficar na escola também no contraturno torna-se algo mais produtivo que ficar em casa. “No princípio, achei que seria cansativo e chato, mas agora acho bem legal. Gosto de fazer a robótica e de brincar ao ar livre”, destaca Sofia Miranda Bezerra, de 12 anos, que ingressou na JE no ano passado. Já Caio Brandão de Freitas, há sete anos na JE, destaca que os professores e educadores o ajudam a manter-se saudável “tanto físico, quanto mentalmente”.

 Essas percepções dos alunos e professores estão ligadas ao programa, que utiliza de experimentação e investigação, buscando promover o desentupimento integral dos estudantes, em suas inteligências cognitiva, emocional e social. Os defensores da incorporação da robótica ao currículo brasileiro apontam que ela traria não só o benefício de explorar a linguagem, mas também o trabalho com resoluções problemas reais, colaboração, empatia e outras competências socioemocionais.

 

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