Quando a música é introduzida pela brincadeira, ela fica para sempre
O que acontece no cérebro de uma criança pequena quando ela segura um instrumento musical pela primeira vez? Muito mais do que parece. A neurociência do desenvolvimento aponta que a experiência musical na primeira infância estimula simultaneamente a coordenação motora, a percepção auditiva, a memória, a linguagem e a regulação emocional. Não existe outra atividade que ative tantas áreas do cérebro ao mesmo tempo. E foi exatamente isso que as turmas do Maternal I, Fase 1 A, B e C, viveram no dia 30 de março, na Escola Franciscana Imaculada Conceição.
A proposta foi conduzida pelas Professoras do Maternal 1 Marlizy Pereira Soley e Silvana Ribeiro da Silva, que prepararam um encontro pensado do início ao fim para a linguagem da criança pequena: o corpo, o toque, o som e a brincadeira.
Vários instrumentos estiveram nas mãos dos pequenos: O ukulele, o chocalho, os tambores, teclado entre outros.
Mais do que tocar, as crianças aprenderam os nomes de cada instrumento, exploraram os tipos de sons que cada um produz e experimentaram, com orientação, como se toca cada um deles. Esse processo, aparentemente simples, é pedagogicamente rico: nomear é categorizar, comparar sons é desenvolver escuta ativa, e tocar é integrar pensamento e movimento numa ação só.
Na primeira infância, aprender pelo corpo não é uma alternativa ao aprendizado cognitivo. É o próprio caminho para ele. Quando uma criança de dois anos segura um chocalho e descobre que o movimento do pulso produz um som, ela está experimentando causa e efeito. Quando ela ouve a diferença entre o tambor e o teclado, ela está desenvolvendo discriminação auditiva. Quando ela tenta imitar um ritmo, ela está trabalhando memória e coordenação. Tudo isso embrulhado em alegria e brincadeira.
A Escola Franciscana Imaculada Conceição entende que a educação na primeira infância não começa com letras e números. Começa com experiências que fazem sentido para o corpo e para o coração da criança. Oferecer música de verdade, com instrumentos reais e exploração genuína, desde o maternal, é uma escolha pedagógica que revela o cuidado com quem cada criança vai se tornar. O som que entrou pela mão naquele dia já está guardado em algum lugar dentro deles.