Quando a mão entra na terra, o aprendizado fica

ESCOLA FRANCISCANA IMACULADA CONCEIÃÃO
Quando a mão entra na terra, o aprendizado fica
Criança plantando seu pezinho de alface. - 15/05/2026

Antes de saber o nome de uma alface, a criança precisa vê-la. Antes de entender por que ela faz bem, precisa tocá-la. E antes de comer com vontade, precisa ter plantado com as próprias mãos. Foi exatamente essa sequência que a Educação Infantil da Escola Franciscana Imaculada Conceição viveu no dia 22 de abril, numa aula que começou na roda de conversa e terminou com as mãos na terra.

O ponto de partida foi a alimentação. As crianças foram apresentadas ao mundo dos legumes, das verduras e dos alimentos saudáveis, aprendendo a reconhecê-los, nomeá-los e entender o que cada um faz pelo corpo. Para uma criança pequena, saber que a cenoura faz bem para os olhos ou que a alface ajuda o corpo a funcionar não é uma informação abstrata. É uma descoberta. E descobertas, nessa idade, entram pela curiosidade e ficam pela emoção.

A pesquisa em educação alimentar infantil mostra que crianças que participam do processo de cultivo de alimentos desenvolvem relação mais positiva com a alimentação saudável. Quando a criança planta, ela cria um vínculo com o alimento que nenhuma aula expositiva consegue construir. Comer o que se plantou é diferente de comer o que foi servido. É pessoal. É seu.

Depois da aula sobre alimentação, chegou o momento mais esperado: a plantação das alfaces. Mãos pequenas na terra, sementinhas sendo colocadas com cuidado, o gesto simples e poderoso de colocar algo no mundo e esperar que cresça. Para as crianças, que está em plena fase de descoberta sensorial, esse contato com a terra, com a textura, com o cheiro e com o processo natural do cultivo é riquíssimo do ponto de vista pedagógico: estimula os sentidos, desenvolve a coordenação motora, trabalha a noção de tempo e ensina, de forma concreta, que as coisas boas levam tempo para nascer.

A Escola Franciscana Imaculada Conceição acredita que educar para a saúde começa muito antes da adolescência. Começa quando uma criança de dois anos aprende que existe uma diferença entre o que faz bem e o que não faz, e que essa diferença começa na escolha do que colocar no prato. Plantar uma alface é, nesse sentido, muito mais do que uma atividade de ciências. É o primeiro passo de uma relação saudável com o próprio corpo e com o mundo que sustenta a vida.

A alface vai crescer. E junto com ela, um pouquinho de cada criança que colocou a mão na terra naquele dia.

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