Projeto Raio de Sol foi sucesso também na versão on-line

Escola Franciscana Imaculada Conceição
Projeto Raio de Sol foi sucesso também na versão on-line
Linha de tempo de cada convidado foi apresentada: memórias divididas com os alunos EIC

A segunda edição do projeto Raio de Sol, que coloca os estudantes da 3ª série do Ensino Médio em contato com alunos egressos da EIC já inseridos no mercado de trabalho, aconteceu de forma remota esse ano. O novo formato, entretanto, não deixou nada a desejar e mobilizou estudantes em encontros com profissionais nas diferentes áreas de conhecimento, conforme as expectativas de profissões indicadas, por meio de pesquisa, pelos alunos da EIC.

A primeira rodada de diálogo trouxe dois egressos das ciências exatas: Tainã Ubirajara Bisinella, que é engenheiro aeroespacial formado na Universidade Federal do ABC, e hoje trabalha na Embraer e Gustavo Almeida, acadêmico de engenharia mecânica da USP, atualmente cursando Management Engineering  na Politécnica de Milão. Gustavo falou diretamente da Itália e dividiu sua trajetória até conseguir vaga para a dupla diplomação na área que escolheu. Tainã contou de sua experiência acadêmica e o quanto sua participação em projetos de iniciação científica durante o curso fizeram diferença em sua formação. Saído do interior do MS, ele conquistou seu espaço em São Paulo e vaga numa empresa concorridíssima e reconhece a EIC como parte dessa vitória: “A escola tem um cuidado especial com seu corpo docente, não só visando os professores que transmitem o melhor conteúdo, mas escolhendo pessoas que encorajam os alunos a se inspirarem.  [...] O trabalho de princípios que a escola agrega é fundamental para compor um ser humano que se preocupa com o próximo e tem esses valores preservados”, disse ele.

Heitor Oliveira Barbosa, advogado recém-formado e Vinícius Farah Merege, formado em relações internacionais e direito, foram os debatedores de profissões das áreas humanas. Heitor falou sobre timidez, força de vontade e profissionalismo numa profissão que parece estar com mercado saturado, assinalando que o importante é fazer bem aquilo que se propõe. Vinícus trabalhou na ONU como estagiário e hoje se prepara para prova no Instituto Rio Branco, quer ser diplomata. Ele incentivou os alunos a pensarem “grande”, a buscarem horizontes amplos de atuação e a perseverarem. Ambos salientaram a importância de ter a escola como “casa”, como parte da família que a educação franciscana construiu neles.  

Para trazer as experiências na área de ciências biológicas, a odontóloga Mariana Diniz Bordignon, além de expor suas vivências de formação e atuação profissional, ainda abriu seu consultório para aqueles estudantes que se interessem em cursar odontologia conheçam o cotidiano de um dentista.  “Dentro do meu consultório, hoje, eu não vejo um paciente, eu vejo uma pessoa que precisa de amor, de carinho, ser ouvida, ser amada. Tento fazer o melhor de mim em termos profissionais e no quesito alma. O Imaculada possibilitou que chegássemos nesse nível, alcançássemos isso tudo que queríamos”, testemunhou ela. Na área de medicina, sonho de muitos estudantes, a conversa aconteceu com Felipe Borelli Guerra, médico formado pela UFGD e que hoje está em São Paulo para continuar seus estudos como fellow em doenças cerebrovasculares pelo HCFMUSP e construir sua carreira. Ele terminou residência em neurologia clínica em 2020 e parte em busca de seu sonho, que é dar melhor qualidade de vida e saúde a pacientes com doenças neurológicas. Ele dividiu com os estudantes que há muitos médicos formados em Dourados com projeção na carreira. “Quem faz o curso é o aluno, tudo depende da dedicação”, disse.

Os alunos concluintes do Ensino Médio puderam dialogar, esclarecer dúvidas e entender melhor as profissões a partir da contribuição de profissionais que há bem pouco tempo estavam na situação que eles vivem hoje. A aluna Mirelly Prieto Diniz , destacou: “A proposta do Projeto é ótima, é o momento em que temos muitas dúvidas ainda: do que queremos fazer e onde isso pode nos levar. Vendo a história dos convidados, ouvindo o relato deles, a gente consegue absorver com mais discernimento. Também relacionamos a realidade deles com a nossa, o que tranquiliza muito cada um. Ajuda lembrando que, apesar do medo e de toda a insegurança, podemos conseguir ser o que quisermos”.

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