Por trás das telas

Escola Franciscana Imaculada Conceição
Por trás das telas

Quando o assunto é tecnologia, as novas gerações encaram como algo normal, algumas pessoas mais velhas arrepiam de medo e há quem acredite que já sabe tudo porque transita bem nas redes sociais. Todas essas percepções foram reunidas, forçosamente, num mesmo ambiente: o das aulas remotas. Como toda a situação nova, essa também trouxe inúmeros problemas, dilemas e impasses e na EIC e quem administrou toda essa verdadeira tempestade foi o Departamento de Tecnologia da Informação (TI). Uma tarefa espinhosa para uma pequena grande equipe. Pequena no número, são três funcionários, mas gigante no comprometimento. “Fizemos uma aposta e abraçamos juntos, acreditando que daria certo”, diz a coordenadora do departamento, irmã Rita Beatriz Röhsler, inspirada na máxima de Madre Madalena: “Deus cuida”.

Processo - Com a chegada da pandemia, a escola iniciou as atividades remotas com opção pelo portal do responsável e do aluno, com envio de atividades, pela facilidade do acesso, mas foi um processo crescente. Depois, os professores passaram a criar vídeos, optando por uma forma mais lúdica de aprendizado para os alunos. “Nos colocamos à disposição com dicas, tutoriais de como os professores deveriam fazer as gravações em suas casas”, lembra a coordenadora. A partir de maio foi adotado o sistema de aulas ao vivo por meio de uma nova plataforma, pensando na estrutura que pudesse atender e a formatação do ambiente virtual para fácil acesso. A partir dessa nova fase, o departamento teve que criar contas para todos os usuários, estruturar o novo ambiente e treinar os professores para uso da na plataforma, com a ajuda do coordenador Roberto Fujino, que somou forças nesse momento.

Segundo Anderson Soares, do Centro de Processamento de Dados (CPD), a maior superação do público interno foi enfrentar as dificuldades e os "bloqueios" que essas pessoas tinham em relação à informática. A demanda do departamento, antes com atendimentos somente para os professores e funcionários da escola, com esse "novo normal" aumentou, somando os alunos e pais, e também a necessidade de adequação para os atendimentos remotos. Mas esse contato tem sido tão pessoal e especial, que ele conta que um dos primeiros atendimentos realizados foi uma aluna do fundamental 1 (3°ano). “Ela mora com os avós que, no início, tiveram muitas dificuldades com essa modalidade de aula. Acabei, de certo modo, a adotando, de tanto ajudá-la. Hoje em dia, o pessoal chama ela de minha filha”.

Retorno – Depois de passar pelas etapas de preocupação, engajamento da equipe e de manutenção contínua, agora o foco é oferecer novas possibilidades e oportunidades que as ferramentas apresentam nesse campo. “Estamos num período de estabilidade, temos problemas pontuais, mas buscamos alternativas também com a equipe mantenedora para suporte no que for necessário”, revela a coordenadora do TI.

E o retorno é positivo.  “Quando busquei o TI, umas duas ou três vezes, fui muito bem atendida. Sou satisfeita com o suporte da escola para acessar as aulas. O rapaz ficou comigo várias horas no telefone, instrui de maneira bem clara, encontrando o que estava atrapalhando nosso acesso. Eu só posso falar bem do atendimento que tive, sempre prestativos e conseguindo resolver o que eu precisava”, diz Caroline Borges Alia Baggio Ribeiro, mãe de Mariana, do 1º B, e de João Vitor, do 5º B.

A professoras Amanda Vieira é usuária assídua das redes sociais, mas esse conhecimento não lhe foi suficiente para os novos tempos da educação.  “Descobri, com o ensino remoto, que não sabia nada sobre a tal tecnologia e isso, no primeiro momento, foi desesperador e bastante frustrante”, diz ela, contando que, com o passar dos dias, foi percebendo que a grande parte das pessoas ao seu redor estavam no mesmo processo. “Então, comecei a me acalmar e buscar nas fontes sugeridas algo que pudesse então iniciar o caminho”, diz.

E também para ela a equipe do TI foi determinante a ponto de considerar que, sem eles, não seria possível chegar até aqui. “Falo isso por todas as experiências vividas, desde o suporte dos primeiros vídeos, criação do canal, com dúvidas de até como se abre e fecha o link na plataforma de aulas, os áudios enviados para a irmã Rita, para o Anderson, para o Guilherme. Eles chegaram a vir até a minha casa para a instalação de uma máquina (PC) para que o êxito fosse maior no decorrer das aulas”, conta.

É um trabalho silencioso, muitas vezes isolado, mas o resultado ecoa em muitos bairros e casas da cidade, dos munícipios vizinhos e até em outros estados e países, porque há estudantes da EIC em diferentes lugares, acessando o conteúdo das aulas. “O comprometimento  dessa equipe foi e ainda é indiscutível. Sem esse amparo, sem esse suporte, seria impossível realizar o trabalho remoto em todas as suas dimensões, pois ele vai além de estar na frente de uma câmera, tem toda uma parte técnica. Mesmo não estando por perto fisicamente, hoje estamos mais perto que nunca. Eles me dão a segurança de que eu posso estar aqui e, se der algum problema técnico, eles estão prontos a se dispor de toda ajuda que estão ao alcance real deles e se não está eles dão logo um jeito de descobrir”, finaliza a professora Amanda.

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