O dia em que os pais receberam a faixa junto com os filhos

ESCOLA FRANCISCANA IMACULADA CONCEIÃÃO
O dia em que os pais receberam a faixa junto com os filhos
Judocas da EIC durante Cerimônia de Graduação

No judô, a faixa não é só uma cor. Cada graduação tem um significado construído por Jigoro Kano, o criador da arte marcial, no Japão do século XIX. A branca representa o começo, a pureza de quem ainda não sabe nada, mas escolheu entrar no tatame. A azul representa amadurecimento: o praticante que sabe que ainda tem muito a aprender, mas já provou que ficou. A amarela marca o primeiro passo real, quando o aluno já entende o que está fazendo.

Na Escola Franciscana Imaculada Conceição, os alunos da jornada estendida chegaram ao dia da graduação sabendo o que cada cor carregava.

A cerimônia começou com uma apresentação. As crianças mostraram, para os pais que estavam na plateia, o que tinham aprendido nos treinos. Cada movimento executado ali não saiu do nada: foi construído em meses de repetição, de errar, de corrigir, de tentar de novo. A Sensei Mariana Aquino de Oliveira conduziu todo o processo, dentro e fora do tatame.

Depois da apresentação, uma luta simulada. Os pequenos judocas demonstraram na prática que disciplina é diferente de rigidez, que respeito pelo adversário e determinação podem estar na mesma queda.

A parte final foi a que ficou. Os pais foram chamados para entregar os certificados com os próprios filhos. Cada criança recebeu sua faixa, branca, amarela ou azul, das mãos de quem mais acompanhou a jornada de perto.

Não foi um adulto entregando uma conquista para uma criança. Foi uma família recebendo algo juntos, ali no tatame, num dia que nenhum dos dois vai esquecer tão cedo.

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