Eles ainda são crianças. Mas já sabem o que é ganhar
Todo campeão tem um primeiro dia. Um dia em que pegou o equipamento pela primeira vez, olhou para o adversário do outro lado e não sabia nada. Não sabia se era bom o suficiente. Não sabia se ia aguentar. Não sabia se valia a pena. E foi exatamente nesse dia, nessa dúvida, que a jornada começou.
Na Escola Franciscana Imaculada Conceição, alguns alunos já estão no meio dessa jornada. E o que eles estão construindo, antes mesmo de completar dez, doze anos, já tem nome, tem troféu e tem história.
Matheus Masetto Rezende tinha dez anos quando começou a treinar tênis de mesa no clube Acepong. Dois anos depois, com 12, cruzou a quadra representando a EIC nos Jogos entre Escolas do Sub-13 e voltou com o título de campeão. Não foi sorte. Foi o resultado silencioso de dois anos de treino, de chegadas cedo, de bolas erradas que viraram bolas certas, de um menino que decidiu que queria ser bom e foi atrás disso todos os dias.
Cauã Araújo de Matos encontrou no judô o seu caminho. Nos tatames, ele carrega a disciplina e o respeito que a arte marcial exige, representando a EIC em campeonatos com a seriedade de quem entende que o esporte é muito mais do que competição. É formação.
No vôlei, a EIC já tem tradição consolidada. Desde 2019, a parceria com a Skill Sports projetou atletas ao cenário nacional, com mais de 350 alunos formados e nomes como Ana Julia Calvento Ferreira e Celina Braun Terhorst chegando à Divisão Especial Sub-16 da CBS, o mais alto nível do vôlei de base do país. A estrutura que produziu essas conquistas segue viva, com categorias do Sub-9 ao Master, e continua revelando talentos.
E no futebol, a história que está sendo escrita tem apenas 8 anos de idade e já chama atenção de clubes do cenário nacional. Guilherme Ribeiro Aréco começou antes de saber andar direito. Com 2 anos, era o pai quem ajudava a chutar as primeiras bolas. Com 8, já é campeão estadual do Sub-9 e do Sub-11, e seu nome chegou aos olheiros do Fluminense e do Internacional. Corintiano declarado, quando perguntado se jogaria num time rival, respondeu sem hesitar: "Pra ser jogador profissional, jogo em qualquer time." Oito anos. Essa clareza. Esse foco. Guilherme não está sonhando em ser jogador. Ele está trabalhando para isso.
A Sara de Lima Pereira Pimpanati com 9 anos, aluna do 3º Ano do Ensino Fundamental, Sara começou a jogar tênis aos 4. Cinco anos de raquete na mão, de viagens, de adversárias, de sol, de cansaço e de vitória. Sete campeonatos conquistados. O Troféu da 56ª Edição do Banana Bowl. O Troféu de 50 Anos da Copa IOT. Competições em Santa Maria, Chapadão do Sul, São Paulo. Aos 9 anos, Sara já tem uma carreira que muitos adultos não constroem em uma vida inteira. E o que está por vir para ela, com esse começo, é algo que não cabe ainda em palavras.
O que une todos esses atletas não é só o talento. É a escolha de aparecer todos os dias. De treinar quando ninguém está olhando. De perder e voltar. De ganhar e continuar. São crianças que já aprenderam uma das lições mais difíceis da vida: que o resultado é apenas a superfície. O que realmente forma um campeão é o que acontece antes dele.
A Escola Franciscana Imaculada Conceição acredita que o esporte é parte da formação humana, não um extra no currículo. Quando um aluno aprende a competir com respeito, a perder com dignidade e a ganhar com humildade, ele está aprendendo a viver. E essa escola, franciscana no coração, sabe que a jornada importa tanto quanto o destino.
Como disse uma vez o maior tenista da história ao olhar para tudo que construiu:
"Quando era criança e comecei a jogar tênis, jamais imaginei que poderia ganhar um título de Grand Slam, chegar a Master e, muito menos, sair da competição como o número 1."