A sopa que o Maternal II fez com as próprias mãos
Toda criança já ouviu um adulto pedir para comer o que está no prato. Poucas entendem de onde aquele alimento veio antes de chegar ali. O Maternal II da Escola Franciscana Imaculada Conceição passou o semestre tentando encurtar essa distância, um alimento de cada vez: nomes, cores, texturas, sabores, quem já tinha provado e quem estava provando pela primeira vez.
O fechamento veio no dia 7 de julho de 2026. Cada criança trouxe de casa um ingrediente para a receita combinada: a sopa de letrinhas. A sopa não veio pronta da cozinha para a sala. Veio da sala para a cozinha, junto com o pratinho e a colher que cada aluno trouxe de casa também.
Na cozinha da escola, sob orientação da nutricionista Luisa Caetano de Andrade, as professoras Deise Juliani Cassel Hafemann, Rafaela Caetano de Paiva Pael, Amanda Reis e a professora Soiani Adrieli Camargo conduziram o grupo entre panelas e ingredientes. Antes de mexer a primeira colher, cada criança ganhou um avental do projeto, que seguiu para casa como lembrança do dia.
A sopa foi servida nas mesas de lanche do Infantil, entre risadas e pratos que os próprios alunos ajudaram a encher. Não tinha letrinha igual à outra. Cada criança tinha ajudado a colocar aquele ingrediente específico na panela, e é isso que muda o gosto de qualquer coisa.
"Como parte do processo de formação na Educação Infantil, a escola tem o papel de estimular hábitos alimentares saudáveis. Este projeto visa promover experiências práticas que incentivem as crianças a conhecer e provar novos alimentos, reforçando a importância de uma alimentação saudável desde a primeira infância."
A fala é da Coordenadora Pedagógica Fernanda Fugiwara Gabatel Barbosa, responsável pelo projeto ao longo do semestre.
No fim da tarde, restou pouca sopa nas panelas e nenhum prato igual ao outro na fila do lanche. Algumas crianças pediram repetição do ingrediente que tinham trazido. Outras experimentaram, pela primeira vez, o que o colega do lado tinha levado de casa.