75 anos de missão: a Província do Imaculado Coração de Maria celebra seu jubileu
Há datas que o calendário guarda com cuidado especial. O dia 25 de março é uma delas. Para a Igreja Católica, é a Festa da Anunciação do Senhor, o momento em que Maria disse sim e o mundo mudou. Para as Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, esse mesmo dia, em 1951, foi o momento em que a Província do Imaculado Coração de Maria disse o seu próprio sim. Setenta e cinco anos depois, esse sim continua sendo vivido todos os dias, inclusive dentro da Escola Franciscana Imaculada Conceição.
Jubileu, na tradição judaico-cristã, é muito mais do que uma comemoração de aniversário. É um tempo de memória, de gratidão e de renovação do compromisso. As grandes instituições que sobrevivem ao tempo não o fazem por inércia: sobrevivem porque suas pessoas escolhem, geração após geração, continuar. Setenta e cinco anos de uma congregação religiosa são, portanto, setenta e cinco anos de escolhas diárias de serviço, de fé e de entrega.
A Província nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e não ficou por lá. Ao longo das décadas, a missão expandiu fronteiras, alcançando a Alemanha, México, Roma, Polônia, Indonésia, Guatemala, Filipinas e Estados Unidos, se enraizou nas áreas da educação, da saúde e da assistência social. Cada contexto diferente não diluiu o carisma franciscano: fortaleceu-o. A imagem que as próprias irmãs usam para descrever essa trajetória é a de uma colcha de retalhos, histórias, dons e culturas distintas que, costuradas pelo amor de Cristo, formam algo maior e mais belo do que qualquer parte sozinha.
A Escola Franciscana Imaculada Conceição é um dos frutos vivos desse percurso. No dia 25 de março, enquanto o jubileu era celebrado com dinâmicas e momentos especiais na sede da Província, em Santa Maria, a EIC também marcou presença. Uma parte da equipe que conduzem a escola no dia a dia e partilham da missão foram marcar presença. Estarem juntas nessa celebração não foi apenas um gesto de pertencimento. Foi a confirmação de que o que começou em 1951 segue vivo, segue presente e segue fazendo sentido dentro de cada sala de aula, de cada corredor e de cada relação construída aqui.
O que uma congregação com essa história ensina a uma escola como a EIC é algo que nenhum currículo consegue resumir: que o serviço ao outro é vocação, que a educação é encontro, e que nenhuma missão verdadeira se sustenta sem raízes profundas. Madre Madalena, fundadora da Congregação, ensinava que é pela gratidão que se louva a Deus. E é com gratidão que a EIC se une a essa celebração.
Setenta e cinco anos não são o fim de nada. São a confirmação de que o sim dado naquele 25 de março de 1951 ainda ressoa, ainda forma, ainda cuida. E que a missão, como sempre, continua.